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terça-feira, 11 de outubro de 2011

FAPESPA divulga lista de aprovados para Master em Design na Itália

Cinco designers do Estado do Pará foram selecionados para o curso de especialização em Master Design,  e juntamente ao grupo do Amazonas, passarão seis meses na Itália para capacitação no segmento madeira e móveis. 

FOTO: Divulgação/Fapespa
A Fundação do Amparo à Pesquisa do Estado do Pará - FAPESPA divulgou a lista dos designers aprovados para o Curso de Especialização em Master Design, no Centro Tecnológico do Setor de Móveis da Região de Marche (Cosmob), na Itália. São eles: Luciana Guimarães Barbosa, Mayumi Kamizono Mac-culloch, Simone Rodrigues de Sousa, Clarisse Fonseca Chagas e Adriene Cristine Nunes Chaves.

Os primeiros seis meses do programa terão caráter prático-teórico. As aulas acontecerão nos laboratórios do Cosmob. Os três meses restantes serão destinados a estágios realizados em micro e pequenas empresas do Pará, indicadas pelo Sebrae.

A concessão será apoiada com recursos oriundos da parceria entre a Fapespa e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae/Pa), que vai aportar cerca de 175 mil reais em recursos. A capacitação de bachareis selecionados, residentes no estado, terá a duração de nove meses e será efetivada através de curso em nível de especialização. "Buscar novas tecnologias e conhecimentos está entre as prioridades da Fapespa e da Agenda Mínima do governo Simão Jatene”, pontuou o presidente da Fundação, Mário Ribeiro.

Amazonas e Pará investem em capacitação em design

O Amazonas também está investindo na alta capacitação em design. Através do Programa RH-Design,  promovido pela FAPEAM e SEBRAE/AM,  cinco designers amazonenses foram selecionados e seguirão para o mesmo curso, em Pesaro/Itália. 

Segundo a diretora da FAPEAM, Olívia Simão, o programa atende à recomendação do governador Omar Aziz em aumentar a capacidade de formação profissional direcionada ao setor empresarial. “Criar condições de especialização aos profissionais da região significa importar para o Estado novas tecnologias e ampliar as condições de competitividade das micro e pequenas empresas que se consolidam no Amazonas. (...) O Estado tem um grande potencial de recursos naturais e uma ampla diversidade de madeiras que podem ser exploradas no âmbito da movelaria. Associadas às novas técnicas, a matéria prima se transforma em um produto com o design arrojado e atraente ao mercado nacional”, frisa a diretora

Segundo Mário Ribeiro, a Fapespa pretende fortalecer ainda mais a parceria com o Sebrae e com as empresas paraenses. "Sem tecnologias novas e com foco regional, o Pará fica estacionado e perde a corrida na captação de recursos para o fortalecimento do setor produtivo. Dessa forma, induzindo a capacitação de recursos humanos em design na produção de móveis, procuramos constituir massa crítica regional qualificada, com condições favoráveis para maior competitividade para o mercado paraense", argumenta.

A previsão é de que, ainda este ano, as delegações sigam para a Itália e iniciem o curso. 
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Com informações da FAPESPA e FAPEAM. 
Nathaly Rabelo.

Para acompanhar o andamento do  Programa, acesse nosso ESPECIAL RH-DESIGN.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Designers do Amazonas fazem especialização na Itália

Design em madeira é o foco do curso de
aperfeiçoamento na Itália
 (Foto: Divulgação)
Designers amazonenses vão aperfeiçoar conhecimentos em design em tradicional instituição do segmento na Itália, o Centro Tecnológico do Setor de Móveis (Cosmob). 

A oportunidade é resultado do Programa de Apoio à Capacitação de Recursos Humanos em Design (RH Design), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que selecionou cinco profissionais do Estado e concederá bolsas de estudos, com recursos do Governo do Amazonas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

O objetivo do programa é capacitar profissionais e promover o intercâmbio de conhecimentos. No total, estão sendo investidos R$ 130 mil no programa, dos quais 50% são da Fapeam e os outros 50% do Sebrae. Segundo a diretora da Fundação, Olívia Simão, o programa atende à recomendação do governador Omar Aziz em aumentar a capacidade de formação profissional direcionada ao setor empresarial. “Criar condições de especialização aos profissionais da região significa importar para o Estado novas tecnologias e ampliar as condições de competitividade das micro e pequenas empresas que se consolidam no Amazonas”, afirma Olívia.Os profissionais aprovados na seleção recebem, mensalmente, uma Bolsa para o Exterior (BEX) no valor de 1.100 mil euros, além da parcela única de R$ 3 mil, destinados ao pagamento do plano de saúde e taxas de viagem. Ainda como parte do programa RH Design, após seis meses de estágio, os bolsistas retornam ao Estado com o compromisso de multiplicar os novos conhecimentos entre os empresários e profissionais do Distrito Industrial de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Amazonas (Dimpe) Ozias Monteiro.O apoio técnico dos bolsistas será extensivo às empresas beneficiadas pelo Programa de Apoio à Pesquisa em Empresa (Pape) do Governo do Estado, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “O Amazonas tem um grande potencial de recursos naturais e uma ampla diversidade de madeiras que podem ser exploradas no âmbito da movelaria. Associadas às novas técnicas, a matéria prima se transforma em um produto com o design arrojado e atraente ao mercado nacional”, frisa a diretora, ressaltando que durante o período de consultoria às empresas sediadas no Estado, os profissionais passam a receber do Governo do Estado, a Bolsa de Treinamento Técnico (BTT) de R$ 1.500 mil, por mês.

Oportunidades 

A designer Iuçana de Moraes é uma das beneficiadas com pelo programa de especialização da Fapeam em parceria com o Sebrae. Para ela, a oportunidade incentiva a modernização do mercado local com o intercâmbio de informações entre países. “Como o profissional já conhece a realidade na qual está inserido é de extrema importância incentivar a troca de experiências e buscar a adaptação de técnicas aplicadas em outros locais aos produtos da nossa região”, avalia Iuçana, formada em Design pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Para a designer Nathaly Rabelo, também aprovada no processo seletivo, a capacitação no complexo moveleiro da Itália representa um sonho para maioria dos profissionais da área. “Estamos indo para berço do design de móveis. Portanto, esta especialização vai somar a nossa formação, como profissionais, mas também, gerar mais visibilidade ao Estado. Além de fornecedores da matéria prima, o Amazonas passar a ser fornecedor do produto final com qualidade”, ressalta Nathaly. lembrando que o programa irá se estende às empresas sediadas no Estado. Ao final da consultoria prestada no Dimpe, os profissionais pretendem “desenhar” um portfólio dos produtos comercializados em cada micro e pequenas empresa do complexo.
Clique para acessar
o  ESPECIAL RH-DESIGN
Fonte: Agecom

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FUCAPI abre inscrição para Pós-Graduação em Design Comunicação e Multimídia


As Inscrições vão até 14 de outubro/2011.

Design, Comunicação e MultimídiaObjetivo

Ao egresso do curso de pós-Graduação lato-sensu especialização em Design, Comunicação e Multimídia será permitido atuar em diversas áreas de projetos que envolvam comunicação, informação e suas interfaces. Ao final do curso deverá ter aptidão para criar, analisar, desenvolver e fazer intervenções em projetos de multimídia, através de uma visão sistêmica, resultando em interfaces objetivas buscando sempre a fidelidade nas codificação das mensagens transmitidas.

Público alvo

Graduados nas áreas de design, informática e comunicação que visem desenvolver sistemas interativos e que tenham o design como uma ferramenta de diferencial estratégico no âmbito da comunicação.


MAIS INFORMAÇÕES: 

https://portal.fucapi.br/marketing/pos-graduacao/

Fonte: FUCAPI

SNCT 2011 mobiliza estudantes do Amazonas

Imagem: Divulgação/Sect-AM
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é realizada em todo o País desde 2004. A edição de 2011 apresenta novidades envolvendo estudantes de escolas públicas de Manaus, oferecendo palestras e concursos voltados ao tema ‘Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos’. De 4 a 7 de outubro será realizado o ‘Papo Ciência na Escola’ – um ciclo de palestras para deficientes visuais e auditivos nas escolas estaduais Mayara Aziz e Augusto Carneiro, ambas situadas em Manaus.

Outro destaque desta edição é a escolha do mascote que fará parte da identidade visual da Semana no Amazonas, nas próximas edições da SNCT. Estudantes de Design e Publicidade e Propaganda interessados em concorrer têm até o dia 7 de outubro para inscreverem as propostas com suas criações. O prêmio é um smartphone acompanhado de um certificado.
Mais atividades estão programadas para o período de 17 a 23 de outubro, quando inicia oficialmente a Semana em todo o País.
Ouça a reportagem completa  aqui.

Edilene Mafra e Francisco Santos
Rádio com Ciência/ Agência FAPEAM

Morre Steve Jobs, fundador da Apple.

Steve Jobs anunciou que deixará cargo de presidente da Apple (Foto: Reuters)Steve Jobs durante apresentação de produto
da Apple nos EUA (Foto: Reuters)


Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia. Da experiência com drogas às brigas, conheça a trajetória do empresário.

Do G1, em São Paulo


Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.
A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."


Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.
Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.
Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."
Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.
Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.
"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresa
Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.
Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.
Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de
2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Casa Cor Amazonas 2011

O maior evento de decoração, paisagismo e arquitetura da América Latina – Casa Cor – apresenta ambientes que revelam o prazer de morar bem com tecnologia e conforto. O tema da edição 2011 é "Dia a dia com tecnologia".
O público terá a oportunidade de perceber que a tecnologia, antes aplicada apenas em ambientes corporativos, também faz parte da rotina dos lares brasileiros, garantindo comodidade, economia de recursos e preservação do meio ambiente. "Tínhamos que abordar este tema com foco residencial, já que se trata de uma demanda com forte crescimento no mercado", declara Angelo Derenze, presidente da Casa Cor. Atualmente o Grupo Casa Cor conta com 21 franquias, sendo 17 nacionais (Amazonas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e quatro internacionais (Chile, Panamá, Perú e Punta Del Este).

Casa Cor Amazonas

A Casa Cor Amazonas aposta no astro internacional Robert Rey, o Dr. Hollywood, para manter em 2011 aquele que foi seu maior trunfo na estréia, em 2010: surpreender os visitantes.O cirurgião plástico brasileiro radicado em Los Angeles será homenageado com um ambiente no segmento office e seu consultório na mostra deve fundir modernidade e elementos regionais.
Com inauguração marcada para o dia 29 de setembro (abertura ao público dia 30/09), a Casa Cor Amazonas será realizada no Centro Cultural dos Povos da Amazônia. Estão previstos 70 ambientes para a mostra, cuja planta base será assinada pelas arquitetas Regina Lobato e Sheila Campos. Referência em bom gosto e inovação desde sua primeira edição, no ano passado, a Casa Cor Amazonas trará elementos da floresta ao tema nacional "Dia a dia com Tecnologia", investindo no resgate dos saberes tradicionais como geradores de qualidade de vida.
Em 2010, mais de 30 mil visitantes passaram pela Casa Cor Amazonas, que ocupou uma área de 51 metros quadrados. Mais de 130 profissionais participaram da concepção da mostra – e a maioria já confirmou presença na edição de 2011. O mix arquitetura/decoração e entretenimento garantiu o excelente desempenho do evento, que inovou promovendo desfiles de moda, baile de Halloween e abrigou uma boate por onde passaram grandes DJs da e-music internacional.
Período
30 de Setembro a 09 de Novembro
Horário
Terça a Quinta: 16:00h às 22:00h
Sextas: 16:00h às 23:00h
Sábados, Domingos e Feriados: 12:00h às 23:00h

Fonte: Site Casa Cor Amazonas

Mais Informações: CLIQUE AQUI.


Resultado do Programa RH-Design.

A designer Nathaly Rabelo foi selecionada, juntamente com Iuçana de Moraes Mouco, Fabio Henrique Maximo, Magnólia Grangeiro Quirino e  Geane de Almeira Fontinele para o Programa de Capacitação de Recursos Humanos em Design - RH-Design, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Estado do Amazonas - FAPEAM e SEBRAE.  

O RH-Design tem como objetivo a capacitação de recursos humanos em design, na área de madeira e móveis  de forma a possibilitar a geração de condições favoráveis à competitividade, desenvolvimento e inovação tecnológica e Micro e Pequenas empresas do Amazonas, por meio de concessão de bolsas de estudo. 

Foto: sxc.hu
 Os cinco profissionais aprovados farão o Curso de Especialização em Master Design no Centro Tecnológico do Setor de Móveis da Região de Marche (Cosmob), na Itália, pelo período de 6 meses. 


Os recursos para financiamento atingem os R$ 130 mil, sendo que 50% são oriundos da FAPEAM e os outros 50% são financiados pelo Sebrae para apoio dos cinco bolsistas aprovados. De acordo com as possibilidades orçamentárias poderão ser incorporados novos recursos.
O processo de seleção se deu pelo Edital n. 011/2011 RH-Design/FAPEAM-SEBRAE, onde os candidatos foram analisados pelos critérios: Titulação, Formação complementar, Experiência profissional e criação de produtos.  O resultado foi divulgado no site da FAPEAM, no dia 8/09/2011. A duração do Programa é de até 11 (onze) meses.
 Outros 10 profissionais, que submeteram proposta, foram cadastrados em uma lista de reserva.

IMPLEMENTAÇÃO

 Os designers selecionados já foram convocados pela FAPEAM e estão providenciando a documentação necessária para o recebimento da bolsa, bem como a retirada do visto de Estudante para a Itália. A previsão é de que até o final deste ano o grupo siga para a cidade de Pesaro.

PARCERIA TECNOLÓGICA
 Ao final do curso, retornando ao estado, o grupo fará um estágio de aplicação técnica pelo período de 3 meses em empresas amazonenses do setor moveleiro.


Links:
How to make a gif